Quem Somos

FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue

 

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, pessoa coletiva denominada no articulado por “FEPODABES”, rege-se por Estatutos e demais legislação Portuguesa aplicável ás Associações sem  fins não lucrativos.

 

A FEPODABES tem como fim desenvolver toda a solidariedade social e humanitária dentro do campo de dádiva benévola do sangue.

 

Promover o conhecimento entre os seus federados e fortalecer o objectivo da constituição de Associações, Grupos e Núcleos de Dadores Benévolos de Sangue com vista à cobertura de todo o Território Nacional.

 

Divulgar o procedimento para a difusão da dádiva de sangue entre os federados e dadores de sangue não federados.

 

Representar todos os seus filiados junto dos Serviços Públicos nos assuntos comuns e da sua competência específica.

 

Cooperar com o Estado, na qualidade de Parceiro Social, em tudo o relacionado com a problemática da dádiva benévola de sangue (IPST. IP)

 

Estabelecer no plano internacional laços de solidariedade, cooperação e vínculos duradouros com as Instituições congéneres.

 

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue – FEPODABES, fundada em 27.03.1982, data instituída como Dia Nacional do Dador, detentora da condição de Associação de Utilidade Pública desde de 16 de Abril de 1996, em 27 de Março de 2021 foi atribuído pelo IPST, IP o título de Mensageiro da Dádiva.

 

A FEPODABES está no cerne da dotação auto-suficiente de sangue no país, através do trabalho voluntário, altruísta e de solidariedade social desenvolvido por diversas associações e núcleos existentes no território nacional que mobilizam e sensibilizam a população portuguesa para a dádiva benévola de sangue.

 

Desde então acabaram os dadores renumerados, o país deixou de importar sangue e tem mantido uma reserva válida de segurança de sangue, através de um controlo e análise rigorosa das dádivas, pelo que não mais se falou em sangue contaminado importado, conforme sucedeu no passado, havendo até condições para que o país seja exportador de plasma e assim contribuir para equilibrar na balança, pagamentos dos custos resultantes das necessidades ainda existentes de importar o catalisador do sangue.

 

 A FEPODABES tem como Espírito de Missão:

 

Contribuir e tudo fazer de forma integral, lícita e benévola para que não falta sangue

 

onde seja necessário.

 

Criar a consciência para a indispensabilidade da existência de estímulo e de estruturas

 

organizadas na promoção de acções de recolha e dádiva de sangue.

 

Colaborar em parceria com as estruturas de doadores de sangue e com as do governo da

 

nação afins, no sentido da plena satisfação das necessidades, carências e na boa

 

utilização de gestão dos meios.

 

Zelar pela valorização, informação, formação e apoio às pessoas e às estruturas,

 

envolvidas na promoção e dádiva de sangue.

 

Trabalhar nas comunidades e com as organizações comunitárias e municipais, no

 

objectivo de sensibilizar para a necessidade permanente da recolha de sangue.

 

Promover o diálogo profícuo e produtivo, a todos os níveis, a fim de, sempre reunir as

 

condições ideais para atingir os objectivos planeados e previstos.

 

A FEPODABES actualmente tem protocolos de colaboração no âmbito da promoção e divulgação da dádiva de sangue com :

 

- O Distrito 115 Centro Sul, filiado na Associação Internacional de Lions Clubes,

 

- ANAFRE- Associação Nacional de Freguesias

 

No âmbito internacional tem protocolo de cooperação com a Associação Nacional dos Dadores Voluntários de Sangue do Hospital Militar da República da Guiné Bissau

 

Notícias
Geral

ALGO ESTÁ MAL. É URGENTE INTERVIR.

2026, Jul 28
Dádiva de sangue em Portugal: falta uma estratégia — e falta uma voz Nas últimas semanas tem-se verificado uma diminuição significativa da comparência dos dadores de sangue. O calor extremo e o período de férias de verão provocam, todos os anos, uma redução acentuada das dádivas. As elevadas temperaturas e a desidratação associada afastam muitos dadores habituais, dificultando a reposição das reservas de sangue.Estamos perante uma situação muito preocupante. Todos os verões assistimos a uma diminuição das dádivas de sangue, mas este ano o problema é agravado pelas dificuldades na resposta operacional, colocando em risco a estabilidade das reservas nacionais."Portugal necessita, em média, de cerca de 1.100 unidades de sangue por dia para responder às necessidades dos hospitais. Não existe forma de fabricar sangue em laboratório nem perspetiva de que isso aconteça num futuro próximo. Cada unidade transfundida depende exclusivamente do gesto voluntário e altruísta de um dador.Todos os verões, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) alerta para a previsível diminuição das reservas. Contudo, o problema que hoje pretende colocar na agenda pública vai muito além da sazonalidade.O verdadeiro problema reside na ausência de uma estratégia nacional consistente para a dádiva de sangue.O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), entidade responsável por garantir o abastecimento de sangue ao Serviço Nacional de Saúde e ao setor privado, enfrenta dificuldades estruturais que comprometem a sua capacidade de resposta. A escassez de recursos humanos, as limitações financeiras e a reduzida capacidade de intervenção dificultam o planeamento e a gestão de um setor absolutamente essencial para o funcionamento do sistema de saúde.Recentemente, o Sindicato dos Médicos do Norte denunciou publicamente as condições de trabalho existentes no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto, referindo semanas de trabalho entre 52 e 64 horas, sem remuneração das horas suplementares e sem o cumprimento dos períodos mínimos de descanso, tendo solicitado a intervenção da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e da Ministra da Saúde.Embora o IPST tenha explicado esta situação como resultante de uma reorganização interna dos recursos humanos, é inegável que o Instituto enfrenta sérias dificuldades no recrutamento e retenção de médicos especializados, realidade evidenciada também pelos concursos que ficaram desertos por falta de candidatos.A estas dificuldades junta-se uma situação financeira preocupante. Os hospitais acumulam dívidas de dezenas de milhões de euros ao IPST relativas ao fornecimento de sangue e componentes sanguíneos. Esta realidade limita significativamente a capacidade do Instituto para investir, contratar profissionais, renovar equipamentos e planear a médio e longo prazo.A FEPODABES tem vindo, há vários anos, a alertar sucessivamente o Ministério da Saúde, o IPST e os diferentes grupos parlamentares para estes problemas, propondo diversas soluções concretas destinadas a melhorar a capacidade de resposta do sistema.Entre essas propostas encontram-se:Reforço das equipas de colheita;Alargamento dos horários de recolha durante os meses de verão;Melhor aproveitamento da colaboração das Associações e Grupos de Dadores de Sangue;Maior valorização dos profissionais da medicina transfusional;Reforço das campanhas permanentes de sensibilização.Infelizmente, muitas destas propostas continuam sem resposta ou não foram implementadas.Entretanto, continuam a verificar-se cancelamentos de sessões de colheita previamente planeadas, dificuldades em garantir equipas suficientes e uma redução da capacidade de recolha precisamente na época em que o país mais necessita de sangue.A FEPODABES reafirma aquilo que há muito defende:O problema não é a falta de dadores.O problema é a falta de capacidade para recolher o sangue que os portugueses estão disponíveis para oferecer.Esta realidade tem consequências muito concretas.Um doente oncológico, um acidentado grave, uma criança submetida a cirurgia ou uma mulher com hemorragia pós-parto dependem da existência de sangue disponível no momento certo.Cada sessão cancelada, cada profissional em exaustão e cada atraso na reposição das reservas representa um risco acrescido para os doentes e para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.Portugal necessita urgentemente de uma verdadeira política nacional para a dádiva de sangueEssa política passa obrigatoriamente por:Reforçar os recursos humanos do IPST;Valorizar adequadamente os profissionais da medicina transfusional;Dotar o IPST de maior autonomia operacional e financeira;Garantir que os hospitais liquidem atempadamente as dívidas ao Instituto;Alargar os horários de colheita nos períodos críticos;Desenvolver campanhas permanentes de sensibilização dirigidas à população;Criar incentivos à dádiva benévola de sangue;Valorizar e apoiar o trabalho desenvolvido pelas Associações e Grupos de Dadores de Sangue.A FEPODABES continuará a representar os milhares de cidadãos que, de forma voluntária, regular e altruísta, dão sangue para salvar vidas.Chegou o momento de o Ministério da Saúde, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação e os hospitais assumirem plenamente as suas responsabilidades.Não faltam dadores.Não falta solidariedade.Falta capacidade de resposta.APELO À POPULAÇÃOAs reservas de sangue encontram-se atualmente em níveis preocupantes, comprometendo a capacidade de resposta às necessidades dos hospitais portugueses.Se tem entre 17 e 70 anos, está saudável e reúne condições para dar sangue, faça-o com urgência.Uma única dádiva pode salvar até três vidas.Cada dador que comparece representa uma esperança para quem aguarda uma transfusão. Hoje, mais do que nunca, todos podemos fazer a diferença.  
Geral
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FEPODABES EXIGE RESPONSABILIZAÇÃO IMEDIATA E MUDANÇAS PROFUNDAS NA GESTÃO DO SANGUE EM PORTUGAL, NÃO FALTAM DADORES DE SANGU

 Lisboa, 8 de junho de 2026 – Em vésperas da celebração do Dia Mundial do Dador de Sangue, assinalado a 14 de junho sob o lema «Uma gota de humanidade. Dê sangue. Salve vidas.», a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) manifesta a sua profunda preocupação com a situação das reservas de sangue em Portugal e com os sucessivos cancelamentos de colheitas de sangue previamente planeadas e aprovadas.Esta data, que este ano será assinalada na cidade de Guimarães, onde serão homenageados diversos dadores pelo seu contributo solidário e inestimável para salvar vidas, deve também servir para uma reflexão séria sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e sobre a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.A FEPODABES considera que a situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas.«A incapacidade demonstrada no cumprimento do planeamento previamente estabelecido, associada ao cancelamento recorrente de sessões de colheita de sangue, tem prejudicado significativamente o trabalho desenvolvido pelas associações de dadores, comprometido a mobilização dos voluntários, desmotivado os dadores e colocado em causa os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses», afirma Alberto Mota, presidente da FEPODABES.O movimento associativo tem cumprido integralmente a sua missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país. Contudo, este esforço perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas.A Federação manifesta igualmente preocupação com situações verificadas em diversos departamentos dos Centros de Sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), onde se tem evidenciado uma insuficiente capacidade de resposta às necessidades das associações e dos dadores, comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha.«Perante a persistência destes problemas, a crescente perda de confiança por parte dos dadores e das associações e a ausência de soluções eficazes para inverter esta realidade, a FEPODABES considera imprescindível o apuramento de responsabilidades ao nível da gestão do sistema de sangue em Portugal», acrescenta Alberto Mota.A FEPODABES, já por diversas vezes apresentou várias propostas ao IPST afim de encontrar solução para o atual momento (alargamento dos horários de recolha, ajustes nos modelos de atendimento,) medidas para aumentar a capacidade operacional que  nunca saíram do papel.A FEPODABES rejeita a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores. As associações de dadores continuam a mobilizar milhares de cidadãos, incluindo muitos jovens, para participarem regularmente nas colheitas de sangue.«O problema que hoje se verifica não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas.Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue.Os portugueses continuam disponíveis para dar sangue. O que exigem é um sistema eficiente, credível e capaz de transformar essa disponibilidade em unidades de sangue que salvam vidas», refere o presidente da FEPODABES.Os doentes não podem continuar a ser prejudicados por falhas de planeamento, insuficiência de recursos ou decisões que comprometam a disponibilidade de sangue. É urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional, assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados e garantir uma gestão competente, transparente e orientada para resultados.«Portugal necessita de um sistema de sangue previsível, sustentável e preparado para responder às necessidades presentes e futuras. Os dadores merecem respeito e reconhecimento pelo seu compromisso solidário. As associações e a FEPODABES merecem ser tratadas como verdadeiros parceiros estratégicos do sistema. E os doentes portugueses merecem a garantia de que o sangue de que necessitam estará disponível quando dele precisarem», conclui Alberto Mota.Dar sangue é salvar vidas. Os dadores e os doentes merecem respeito, compromisso, competência e responsabilidade. 
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