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FEPODABES EXIGE RESPONSABILIZAÇÃO IMEDIATA E MUDANÇAS PROFUNDAS NA GESTÃO DO SANGUE EM PORTUGAL, NÃO FALTAM DADORES DE SANGU

2026, Jul 23
Federação
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Lisboa, 8 de junho de 2026Em vésperas da celebração do Dia Mundial do Dador de Sangue, assinalado a 14 de junho sob o lema «Uma gota de humanidade. Dê sangue. Salve vidas.», a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) manifesta a sua profunda preocupação com a situação das reservas de sangue em Portugal e com os sucessivos cancelamentos de colheitas de sangue previamente planeadas e aprovadas.

Esta data, que este ano será assinalada na cidade de Guimarães, onde serão homenageados diversos dadores pelo seu contributo solidário e inestimável para salvar vidas, deve também servir para uma reflexão séria sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e sobre a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.

A FEPODABES considera que a situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas.

«A incapacidade demonstrada no cumprimento do planeamento previamente estabelecido, associada ao cancelamento recorrente de sessões de colheita de sangue, tem prejudicado significativamente o trabalho desenvolvido pelas associações de dadores, comprometido a mobilização dos voluntários, desmotivado os dadores e colocado em causa os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses», afirma Alberto Mota, presidente da FEPODABES.

O movimento associativo tem cumprido integralmente a sua missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país. Contudo, este esforço perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas.

A Federação manifesta igualmente preocupação com situações verificadas em diversos departamentos dos Centros de Sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), onde se tem evidenciado uma insuficiente capacidade de resposta às necessidades das associações e dos dadores, comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha.

«Perante a persistência destes problemas, a crescente perda de confiança por parte dos dadores e das associações e a ausência de soluções eficazes para inverter esta realidade, a FEPODABES considera imprescindível o apuramento de responsabilidades ao nível da gestão do sistema de sangue em Portugal», acrescenta Alberto Mota.

A FEPODABES, já por diversas vezes apresentou várias propostas ao IPST afim de encontrar solução para o atual momento (alargamento dos horários de recolha, ajustes nos modelos de atendimento,) medidas para aumentar a capacidade operacional que  nunca saíram do papel.

A FEPODABES rejeita a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores. As associações de dadores continuam a mobilizar milhares de cidadãos, incluindo muitos jovens, para participarem regularmente nas colheitas de sangue.

«O problema que hoje se verifica não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas.

Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue.

Os portugueses continuam disponíveis para dar sangue. O que exigem é um sistema eficiente, credível e capaz de transformar essa disponibilidade em unidades de sangue que salvam vidas», refere o presidente da FEPODABES.

Os doentes não podem continuar a ser prejudicados por falhas de planeamento, insuficiência de recursos ou decisões que comprometam a disponibilidade de sangue. É urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional, assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados e garantir uma gestão competente, transparente e orientada para resultados.

«Portugal necessita de um sistema de sangue previsível, sustentável e preparado para responder às necessidades presentes e futuras. Os dadores merecem respeito e reconhecimento pelo seu compromisso solidário. As associações e a FEPODABES merecem ser tratadas como verdadeiros parceiros estratégicos do sistema. E os doentes portugueses merecem a garantia de que o sangue de que necessitam estará disponível quando dele precisarem», conclui Alberto Mota.

Dar sangue é salvar vidas. Os dadores e os doentes merecem respeito, compromisso, competência e responsabilidade.

 

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CAMPANHA DE VERÃO 2026

O verão é tempo de férias, de praia, de montanha e de convívio com a família e os amigos. Mas é também uma época em que as reservas de sangue diminuem significativamente, colocando em risco a capacidade de resposta dos hospitais e dos profissionais de saúde.Perante esta realidade, a FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue – lança a sua campanha de verão para sensibilizar a população para a importância da dádiva regular de sangue.Durante os meses de verão, verifica-se uma redução do número de dadores, uma vez que muitas pessoas se encontram ausentes dos seus locais habituais de residência ou não comparecem nos postos de colheita. Como consequência, as reservas de sangue descem para níveis preocupantes.Todos os dias são necessárias cerca de 1.000 a 1.100 unidades de sangue para responder às necessidades dos hospitais e dos doentes. As reservas divulgadas recentemente pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) revelam níveis abaixo do desejável para garantir uma resposta adequada às necessidades do sistema de saúdeO responsável acrescenta ainda que, em vários hospitais, as reservas se encontram muito próximas dos limites mínimos de segurança, o que pode dificultar a realização de transfusões, cirurgias e tratamentos indispensáveis para milhares de doentes.Nos últimos anos tem-se registado uma diminuição das dádivas de sangue, situação que representa um desafio crescente para os serviços de saúde. Garantir reservas adequadas é uma responsabilidade coletiva e um gesto simples que pode salvar vidas.A dádiva de sangue é um gesto simples, seguro e solidário. Neste verão, antes de partir de férias ou durante o seu período de descanso, reserve alguns minutos para doar sangueTodos somos necessários. Todos podemos ajudar. Todos podemos salvar vidas.Neste verão, cuide de quem mais precisa. Dê sangue 
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NOTA DE ESCLARECIMENTO

A FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue vem, por este meio, informar todas as suas associações federadas sobre os desenvolvimentos mais recentes relacionados com a realização de colheitas de sangue e as dificuldades atualmente sentidas ao nível dos recursos humanos do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.).Atendendo aos vários cancelamentos de colheitas de sangue que se têm verificado em diferentes pontos do país, a FEPODABES entendeu apresentar ao Ministério da Saúde e ao IPST, I.P. uma proposta de colaboração que permita, a curto prazo, minimizar o impacto destas situações na disponibilidade de sangue para os doentes.Entre as medidas sugeridas, foi equacionada a possibilidade de, relativamente ao profissional afeto à zona da pequena refeição dos dadores, ser implementado, nos postos fixos dos Centros de Sangue e da Transplantação e em alguns postos avançados, um sistema de self-service. Em alternativa, poderia ser solicitado o apoio de elementos das Associações de Dadores de Sangue para colaborar nesse acompanhamento, sempre sob orientação e enquadramento do IPST, I.P.Na sequência desta proposta, o IPST, I.P. solicitou uma reunião de trabalho com as duas federações nacionais de dadores de sangue, tendo inclusivamente manifestado a intenção de envolver quatro ou cinco associações de cada federação num eventual projeto-piloto de colaboração.Contudo, após essa reunião, verificamos que subsistem algumas dúvidas e interpretações incorretas relativamente à posição da FEPODABES. Nos últimos dias temos sido abordados por diversas entidades e dirigentes que questionam se esta proposta representa uma posição contra os profissionais do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P.A este respeito, queremos afirmar de forma clara e inequívoca que a FEPODABES reconhece e valoriza o trabalho desenvolvido pelos profissionais do IPST, I.P., cuja dedicação tem sido fundamental para o funcionamento do sistema nacional de sangue.Consideramos igualmente que as atuais dificuldades de recursos humanos existentes no IPST, I.P. devem ser resolvidas através do reforço dos seus quadros de pessoal, da valorização dos seus trabalhadores e da contratação de novos profissionais. Esta tem sido, aliás, uma posição que a FEPODABES tem defendido de forma consistente ao longo dos últimos anos junto do Ministério da Saúde, da Assembleia da República e das demais entidades competentes.Lamentamos que alguns responsáveis do movimento associativo não tenham aproveitado as oportunidades que tiveram para defender estas reivindicações estruturais junto dos decisores políticos, optando antes por concentrar as suas intervenções noutras matérias, nomeadamente na solicitação de apoios financeiros.Queremos igualmente esclarecer que não defendemos, nem consideramos aceitável, a substituição permanente de profissionais por voluntários. Essa não é, nem nunca foi, a posição da FEPODABES. No entanto, perante a situação excecional atualmente vivida e tendo como principal preocupação evitar o cancelamento de colheitas de sangue e garantir o abastecimento de componentes sanguíneos aos doentes, entendemos que soluções transitórias e devidamente enquadradas poderão ser ponderadas enquanto não forem implementadas medidas estruturais de reforço dos recursos humanos.Esperamos que este esclarecimento contribua para uma correta compreensão da posição da FEPODABES e para um debate sério, construtivo e responsável, sempre centrado no interesse dos dadores, dos doentes e do Serviço Nacional de Saúde.Com os melhores cumprimentos,A Direção da FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue