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Instituto Português do Sangue poderá permitir dádivas de homossexuais
5 de Agosto de 2015
Instituto Português do Sangue poderá permitir dádivas de homossexuais

Instituto Português do Sangue poderá permitir dádivas de homossexuais
 

Relatório do grupo de trabalho do Instituto Português do Sangue deverá recomendar exclusão temporária, e não definitiva, dos homossexuais e bissexuais das listas de dadores.
A versão definitiva do relatório ainda não está concluída, mas o texto final já foi genericamente aprovado na semana passada: o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) prepara-se para rever os critérios da dádiva de sangue e deverá alterar a política que proíbe homossexuais e bissexuais de fazer donativos.
O teor do texto aprovado pelos sete membros do grupo de trabalho constituído pelo IPST ainda não é conhecido, mas o presidente do conselho diretivo da instituição, Hélder Trindade, já tinha admitido que as recomendações deveriam ser alteradas no sentido de aliviar a proibição aos "homens que têm sexo com homens". Esta recomendação poderá depois ser aceite ou não pelo Ministério da Saúde, que receberá a versão definitiva do relatório, a redigir nos próximos dias, escreve o Público.
"Portugal vai com certeza mudar, assim que tivermos os resultados do grupo de trabalho", declarou Hélder Trindade, sobre o período durante o qual um homossexual ou bissexual será proibido de dar sangue, num debate no passado mês de junho. No Reino Unido, desde 2011 que os homo e bissexuais são autorizados a dar sangue, desde que estejam pelo menos 12 meses sem praticar sexo anal, com ou sem preservativo.
Alterar os critérios de exclusão implicará um maior universo de dadores de sangue, que passará a incluir maior número de pessoas seropositivas entre os potenciais dadores. Assim, deverá ser necessário alterar os inquéritos de triagem, colocando aos dadores questões que poderão ser consideradas "melindrosas".
Em Portugal, os homossexuais estão atualmente proibidos de dar sangue. E o manual do IPST de outubro de 2014 indica que os infetados com VIH/Sida estão igualmente proibidos de qualquer dádiva, acrescentado uma "suspensão temporária" - sem indicar de quanto tempo - para aqueles que estão numa relação estável com um seropositivo. Já quem tenha tido uma relação ocasional com um seropositivo fica impedido de dar sangue até seis meses após o último contacto

 

   
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